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terça-feira, 5 de julho de 2011

Japão descobre depósito de minerais raros no Pacífico

4 de julho, 2011


Pesquisadores japoneses dizem ter encontrado vastos depósitos de minerais de terras raras, utilizados em equipamentos de alta tecnologia, no solo do Oceano Pacífico.
Geólogos estimam que existam atualmente 110 bilhões de toneladas de elementos raros no fundo do Pacífico.

Ambientalistas temem aumento de prospecção oceânica

Os pesquisadores japoneses estimam ter encontrado entre 80 e 100 toneladas de minerais raros no leito oceânico a profundidades de entre 3,5 mil e 6 mil metros abaixo da superfície.
Atualmente, a China responde por 97% da produção de 17 metais provenientes de terras raras, muitas vezes chamados de ‘‘ouro do século 21’’, por serem raros e valiosos.
O quase monopólio de produção exercido pela China levou o país a restringir o fornecimento dos metais raros no ano passado, durante uma disputa territorial com o Japão.
Assista abaixo: Entenda o que são e para que servem os minerais de terras raras
Analistas acreditam que se a prospecção do local descoberto pelos japoneses se mostrar viável, o domínio da China no setor poderá ser ameaçado.
Os minerais são usados em iPods, TVs de tela plana, carros elétricos, mísseis, óculos de visão noturna, turbinas e imãs supercondutores, por exemplo.
Além da China, as reservas são encontradas também na Rússia, em outras ex-repúblicas soviéticas, nos Estados Unidos, na Austrália e na Índia.
Descoberta
A descoberta foi divulgada pela publicação científica britânica Nature Geoscience, que relatou que a equipe de cientistas comanda por Yasuhiro Kato, professor de ciências da terra da Universidade de Tóquio, encontrou os minerais em 78 locais diferentes na lama oceânica do Pacífico.
‘‘Os depósitos contêm uma uma forte concentração de terras raras. Apenas um quilômetro quadrado dos depósitos será capaz de atender a um quinto do consumo mundial atual’’, afirmou o professor Yasuhiro Kato.
A descoberta foi feita em águas internacionais, em uma área próxima ao estado americano do Havaí e em outra perto da Polinésia Francesa, segundo o relatório formulado pelos exploradores japoneses.
Ainda não se sabe, no entanto, se será viável tecnologicamente realizar a prospecção em uma área tão profunda e, caso seja, se será possível explorar comercialmente os metais trazidos à tona.
Os depósitos foram se acumulando no solo oceânico ao longo de centenas de milhões de anos.
Dificuldades
O número de companhias que vêm solicitando licenças para realizar prospecções no solo do Pacífico vem crescendo rapidamente.
Entre as dificuldades de realizar a exploração dos metais raros está no fato de que eles são minúsculos e estão espalhados em uma vasta área, o que faz com que muitos dos locais que contam com terras raras não sejam viáveis para a exploração comercial ou estejam sujeitos a restrições ambientais.
No entanto, a perspectiva de prospecção nas águas oceânicas profundas – e os estragos que isso poderá representar para os ecossistemas marinhos – preocupam ambientalistas.

Extraído de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110704_japao_metai...

4 de julho, 2011

Entenda o que são e para que servem os minerais de terras raras


Minerais raros (BBC)
Minerais são raros e usados em equipamentos de alta tecnologia

A China responde por 97% da produção de terras raras, 17 metais, muitas vezes chamados também de ‘‘ouro do século 21’’, por serem raros e valiosos pela grande utilidade que têm.
Em 2010, o país exportou 39 mil toneladas de terras raras, mas o governo chinês já anunciou que pretende limitar o total a ser exportado este ano para pouco mais de 30 mil toneladas.
As terras raras são de difícil extração e alguns desses minerais são radioativos.
Entre as terras raras figuram materiais como o neodímio, utilizado em discos rígidos de computador; o lantânio, usado em lentes de câmeras e telescópios; e praseodímio, utilizado para criar materiais de alta resistência usados em motores de aviões.
O Brasil é um pequeno produtor de terras raras, com o mercado praticamente dominado pela China.

Extraído de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110704_china_miner...

Mineral de terras raras
Um mineral de terras raras é um mineral cujo principal elemento é uma terra rara. Estes minerais são em geral encontrados em associação com rochas alcalinas a per-alcalinas de complexos ígneos que sofreram uma significativa alteração hidrotermal, em geral em pegmatitos associados com magmas alcalinos ou carbonatitos intrusivos.

As fases minerais da perovskite são das fontes mais abundantes de elementos da séria das terras raras. O ítrio está presente em quase todos os minerais de terras raras.

A lista seguinte inclui minerais de terras raras de origem hidrotermal relativamente comuns e outros minerais que contêm, por substituição, concenrações significativas de terras raras:

aeschynite
allanite
apatite
bastnasite
britholite
brockite
cerite
fluocerite
fluorite
gadolinite
monazite
parisite
stillwellite
synchisite
titanite
xenotime
zircão
zirconolite

Referências

Jones, Adrian P., Francis Wall and C. Terry Williams, esd. (1996) Rare Earth Minerals: Chemistry, origin and ore deposits, The Mineralogy Society Series #7, 372 pp. ISBN 978-0-412-61030-1

Extraíodo de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral_de_terras_raras


Minério de terras raras com uma moeda para comparação de tamanho.

As terras raras ou metais de terras raras são, de acordo com a classificação da IUPAC, um grupo relativamente abundante de 17 elementos químicos, dos quais 15 pertencem na tabela periódica dos elementos ao grupo dos lantanídeos (elementos com número atómico entre Z=57 e Z=71, isto é do lantânio ao lutécio), aos quais se juntam o escândio (Z=21) e o ítrio (Z=39), elementos que ocorrem nos mesmos minérios e apresentam propriedade físico-químicas semelhantes.[1]. As principais fontes económicas de terras raras são os minerais monazite, bastnasite, xenótimo e loparite e as argilas lateríticas que absorvem iões.


Origem da designação e história
Os elementos que constituem o grupo das terras raras foram inicialmente isolados sob a forma de óxidos, recebendo então a designação de "terras", à época a denominação genérica dada aos óxidos da maioria dos elementos metálicos. Por apresentarem propriedades muito similares, serem apenas conhecidos em minerais oriundos da Escandinávia e por serem de difícil separação, foram considerados "raros", daí resultando a denominação "terras raras", ainda hoje utilizada, apesar de alguns deles serem comparativamente abundantes na composição crustal da Terra.

Com excepção do lantânio, que por ser instável é muito raro, a abundância crustal dos elementos incluídos no grupo das terras raras varia entre as 68 partes por milhão para o cério, o 25.º elemento mais abundante dos 78 elementos mais comuns na crusta da Terra, e apenas 0,5 partes por milhão para o túlio e o lutécio, as terras raras menos abundantes. Ainda assim, o elemento mais raro da série, o túlio, é mais abundante que metais como a prata e o mercúrio.

As terras raras foram pela primeira vez assinaladas aquando da descrição do mineral negro ytterbite (também conhecido como gadolinite a partir de 1800), feita pelo militar e mineralogista Carl Axel Arrhenius no ano de 1787, a partir de uma amostra recolhida numa pedreira das proximidades da localidade de Ytterby, na Suécia[2].


Etimologia dos elementos
Muitos dos elementos incluídos nas terras raras foram denominados em honra dos cientistas que os isolaram pela primeira vez ou que descreveram as suas propriedades físico-químicas elementares, pela sua origem geográfica, por referência à mitologia clássica greco-latina ou por neologismos latinizados ou helenizados.

Os elementos incluídos na categoria, e a respectiva etimologia, são os seguintes:
Nome Etimologia
Lantânio do grego "lanthanon", escondido.
Cério da deusa romana da fertilidade Ceres.
Praseodímio do grego "praso", verde, e "didymos", gémeo.
Neodímio do grego "neo", novo, e "didymos", gémeo.
Promécio do titã Prometheus, que deu o fogo aos mortais.
Samário em honra de Vasili Samarsky-Bykhovets, descobridor do mineral samarskite.
Európio de Europa, o continente.
Gadolínio em honra de Johan Gadolin (1760-1852), um dos primeiros investigadores das terras raras.
Térbio de Ytterby, uma localidade da Suécia onde se localiza a pedreira partir de cujos minerais foi isolado.
Disprósio do grego "dysprositos", difícil de obter.
Hólmio de Holmia, a designação latinizada da cidade de Estocolmo, cidade natal de um dos seus descobridores.
Érbio de Ytterby, uma localidade da Suécia.
Túlio a cidade mítica de Thule.
Itérbio de Ytterby, uma localidade da Suécia onde se localiza a pedreira partir de cujos minerais foi isolado.
Lutécio de Lutetia, o nome latino da cidade de Paris.

Características e usos
As formas elementares das terras raras são metais tipicamente macios, maleáveis e dúcteis, geralmente reactivos, especialmente a temperaturas elevadas ou quando finamente divididos, com cores que variam de cinza escuro a prateado.

As principais fontes económicas de terras raras são os minerais bastnasite, monazite e loparite e as argilas lateríticas. Apesar da sua abundância relativa elevada, os minerais de terras raras são mais difíceis de minerar e de extrair do que fontes equivalentes de metais de transição, devido em parte às suas semelhanças químicas. Esta dificuldade torna os metais de terras raras relativamente caros, pelo que o seu uso industrial foi limitado até serem desenvolvidas técnicas de separação de alto rendimento, tais como a troca iónica, cristalização fraccional e extracção líquido-líquido nas décadas de 1950 e de 1960[3].

As propriedades químicas e físicas das terras raras são utilizadas numa grande variedade de aplicações tecnológicas, que vão desde a constituição de catalisadores à produção de materiais luminescentes e de magnetos. Os metais de terras raras estão incorporados em aplicações como os supercondutores, magnetos miniaturizados, catalisadores utilizados em refinação de produtos diversos e componentes para carros híbridos[4]. Iões de terras raras são utilizados como os átomos activos em materiais luminescentes usados em aplicações de optoelectrónica, com destaque para o laser Nd:YAG. Foram também extensivamente utilizados como dopantes em tubos de raios catódicos para televisores e computadores.

A determinação da concentração relativa de terras raras é usada em Geologia para a determinação da fonte dos magmas que constituem as rochas ígneas e para a datação de alguns minerais, entre os quais as granadas, através da abundância relativas do par neodímio/samário.


Trechos extraídos de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra-rara

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