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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pessoas sensíveis a ondas eletromagnéticas fogem de celulares e wi-fi


Atualizado em  14 de setembro, 2011

 
Enquanto a maior parte do mundo busca conexões mais ágeis e celulares mais eficientes, um grupo de americanos quer se ver distante das ondas eletromagnéticas.

A zona livre de ondas de rádio na Virgínia Ocidental tornou-se o oasis para essas pessoas, que fogem das dores causadas pela chamada hipersensibilidade eletromagnética.
A doença ainda não é formalmente reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Mas pessoas como Diane Shou conhecem bem os sintomas que a fizeram deixar o marido e os filhos no estado de Iowa em busca de um novo lar, repleto de ar puro e sem nenhuma onda eletromagnética.
Diane vive agora em Green Bank, no Estado da Virgína. A chamada zona livre de ondas de rádio possui 33 mil km2 onde não celulares e nenhuma outra conexão de internet funciona. A razão são os diversos telescópios que funcionam na área.
Enquanto ainda vivia em Iowa, Diane passava a maior parte do tempo isolada em um espaço construído especialmente para bloquear a entrada de ondas de rádio.
"É uma coisa horrível ter de ser um prisioneiro", diz ela. "Você se torna um leproso tecnológico, porque não pode estar em torno de pessoas."
Mesmo sem reconhecimento oficial, estima-se que 5% dos americanos possuam algum tipo de sensibilidade eletromagnética.
Diane Shou. Foto: BBC
'É horrível ter de ser um prisioneiro', diz Diane, que sofre de hipersensibilidade

Estudo
Um estudo da Universidade do Estado da Louisiana, publicado no International Journal of Neuroscience, mostra, no entanto, que existe uma relação entre as dores e as queimaduras na pele com a frequencia eletromagnética.
O professor Andrew Marino lembra que ainda não haviam estudos relevantes sobre o assunto. A descoberta poderá amenizar a situação de pessoas como Diane no futuro.
"É um divisor de águas nesse sentido. Não há estudos anteriores que avaliam cientificamente se os campos eletromagnéticos no ambiente podem produzir sintomas nos humanos”, diz.
Os cientistas conduziram uma série de testes em uma médica de 35 anos, diagnosticada com hipersensibilidade eletromagnética.
A médica ficou sentada em uma cadeira de madeira, exposta a ondas eletrogmanéticas e a momentos com nenhuma interferência.
Ela relatou relatou dores de cabeça e espasmos musculares durante as exposições à frequencia magnética, mas não sentiu nada quando não houve exposição.

'Ignorância tecnológica'
Segundo o professor Bob Park, da Universidade de Maryland, a radiação emitida por wi-fi é simplesmente muito fraca para causar qualquer mudança no organismo que possa causar doenças.
"O maior problema que enfrentamos é que em nossa sociedade, impulsionada pelas mudanças tecnológicas, as pessoas têm muito pouca educação", diz ele.
"Há muitas coisas que as pessoas precisam aprender e elas não estão aprendendo. A única coisa que vai matá-los é a ignorância."

Não é o que pensa Nichols Fox. Também moradora da zona livre de ondas de rádio, ela diz entender o ceticismo, dizendo que levou anos para reconhecer que sofria de hipersensibildiade eletromagnética.
Ela conta que seus sintomas são tão graves que se isolou quase totalmente, vivendo em uma casa remota rodeada por campos e florestas.
Para evitar qualquer problema, sua geladeira funciona com gás, a luz vem de lâmpadas de querosene e o fogão a lenha aquece a casa.
"É tão importante que as pessoas entendam que esta é uma deficiência muito séria, é uma deficiência que provoca uma mudança de vida. Isso leva a uma morte mais rápida. Eu não tenho absolutamente nenhuma dúvida sobre isso e eu acho que é apenas lamentável que não seja reconhecido", diz.

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Você tem Hipersensibilidade Eletromagnética?

De acordo com documento publicado no site da OMS em 2007. A sensibilidade a campos eletromagnéticos (CEM) recebeu o nome genérico de "Hipersensibilidade Eletromagnética" (ou Electromagnetic Hypersensitivity - EHS) e compreende sintomas ligados ao sistema nervoso como dor de cabeça, fadiga, estresse, distúrbios do sono, sintomas na pele como pontadas, sensações de ardor e erupções cutâneas, dor nos músculos e muitos outros problemas de saúde.

De acordo com documento publicado no site da OMS em 2007. A sensibilidade a campos eletromagnéticos (CEM) recebeu o nome genérico de “Hipersensibilidade Eletromagnética” (ou Electromagnetic Hypersensitivity – EHS) e compreende sintomas ligados ao sistema nervoso como dor de cabeça, fadiga, estresse, distúrbios do sono, sintomas na pele como pontadas, sensações de ardor e erupções cutâneas, dor nos músculos e muitos outros problemas de saúde.


Segundo o documento, o EHS é real e pode até mesmo ser incapacitante para aquele que for afetado.
Em uma sociedade cada vez mais poluída por campos eletromagnéticos e dispositivos sem fio os indivíduos que possuam esse transtorno ficaram cada vez mais com seu deslocamento limitado.
Apesar de inúmeros artigos, ainda não há uma clara definição sobre este problema de saúde potencial. Nem mesmo um critério médico foi consolidado para o diagnóstico. Dependendo, principalmente, do que é reportado pelo próprio paciente.
Os sintomas são muito variados e podem ir desde sensação de queimação dermatológica até ansiedade e depressão.
Antenas em Serra do Curral. Belo Horizonte/MG. Brasil

O que essas ocorrências descritas tem em comum é a ocorrência dos sintomas de forma mais aguda ou exacerbada quando o sujeito está próximo de diferentes fontes de emissão de CEM que pode ser um telefone celular, um computador, um dispositivo elétrico, um cabo de força etc.
Uma levantamento feito pelo correio, em 1997, com 10.670 suecos constatou que 1,5% dos que responderam a pesquisa disseram ser “hipersensíveis ou muito alérgicos” a campos elétricos ou magnéticos. O sintomas mais relatados foram: fadiga, cabeça pesada, dor de cabeça, problemas na pele do rosto e irritação nos olhos.
Em 1998, nos EUA, em entrevistas por telefone feitas com 2.072 adultos no estado da Califórnia, 3,2% dos que responderam à enquete diziam ser “alérgico ou hipersensível ao estarem perto de aparelhos elétricos, computadores ou cabos de força.”
A ocorrência era maior entre os hispânicos e asiáticos. Também era maior entre os indivíduos de baixa renda e menor escolaridade.

Um exemplo de como essa doença contemporânea pode ser pertubadora é o caso do DJ britânico Steve Miller. Miller, ou “Afterlife”, seu nome artístico, faz parte dos 2% da população mundial que sofre de alergia a ondas eletromagnéticas.
Ele alega sofrer de vertigem e enjôos provocados pelas ondas da internet sem fio e reclama que foi praticamente obrigado a se isolar do mundo e parar de trabalhar devido à expansão exagerada do número de pontos wireless.
Se eu vou a algum lugar, sinto imediatamente o Wi-Fi e preciso sair correndo.
Steve Miller (Afterlife). DJ
O único lugar onde pode viver em paz é na sua própria casa, uma residência isolada por grossas paredes de granito em uma pequena cidade da Cornualha, região no extremo sudoeste da Inglaterra.
Eu não posso morar a 50 jardas de ninguém. Eu não seria capaz de suportar isso sentindo mal na minha própria casa.
Steve Miller (Afterlife). DJ
Atualmente, Miller só sai de casa munido de seu detector de ondas Wi-Fi, a fim de evitar áreas problemáticas.,
Steve Miller na rua com seu detector de ondas
Os médicos são céticos sobre esta hipersensibilidade que afeta Miller e não existem respostas científicas claras sobre o assunto. O fato é que as ondas eletromagnéticas das redes de internet sem fio são do mesmo tipo que as de telefones celulares, aparelhos de TV e rádio e não existem evidências científicas sobre qualquer dano permanente ao corpo causado por estas ondas. Mesmo assim, algumas pessoas sentem mal-estar quando estão dentro do alcance de ondas de redes Wi-Fi ou de outros tipos de eletromagnetismo.
Antenas na Avenida Paulista em São Paulo/SP. Vários tipos de poluição ambiental.
O DJ no entanto, aconselha as pessoas que sofrem do mesmo mal, e as vezes nem percebem, a experimentarem desligar sua internet sem fio doméstica, para verem se muda alguma coisa. “Elas podem se surpreender”, avisa.
Outro problema que me ocorreu é que alguns dos sintomas parecem estar associados ao excesso de informação e do estressante ritmo de trabalho. Assim, se você suspeita fazer parte dessa minoria de alérgicos, para descartar esses fatores, deve observar se os sintomas aparecem quando você está próximo de um estabilizador, ou outra fonte menos estimulante de CEM. Afinal, o diagnóstico ainda dependerá muito do próprio relato do paciente.

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