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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pouca luz solar nos deixa para baixo?


Pouca luz solar nos deixa para baixo?

 em 17.11.2011 

Quando chega o inverno, você se sente fraco, come muito carboidratos e chocolate e dorme demais? Então talvez a escuridão decorrente da passagem do outono para o inverno afete seu ritmo corporal. Enquanto muitos animais se preparam para hibernar, quem pode culpar um humano de querer dormir?
Segundo uma pesquisa britânica, é assim que um em cada cinco ingleses sentem-se todo inverno. Eles sofrem da “depressão de inverno”, produzida pela falta de luz solar.
O psiquiatra Aarohee Desai-Gupta afirma que a luz solar é a chave do nosso humor. “Quanto maior o período de luz, maior a sensação geral de bem-estar. Sentimos mais energia, mais atividade, criatividade e alegria”, explica.
Uma pesquisa da Universidade de Southhampton descobriu que pelo menos 90% dos adultos experimenta mudanças súbitas de humor, energia e sono quando a estação muda. E é estimado que um milhão de horas de trabalho sejam perdidas por culpa da depressão invernal.
Se você sente a falta de motivação e energia enquanto as noites tornam-se longas, saiba que tem muitos em condições piores.
O Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), que afeta 7% dos ingleses, é uma depressão verdadeira. É debilitante, afeta o funcionamento normal e resulta em afastamento da família e amigos.
De acordo com a psiquiatra Natasha Bijlani, a causa de tudo é a escuridão. “Invernos com menos luz apresentam mais casos de TAS, exceto se há neve no chão. Ela reflete o que existe de luz e torna a escuridão aceitável”, diz.
O transtorno não ocorre em países perto do equador. É um problema nos países mais afastados. Nós no Brasil não nos preocupamos tanto assim com isso.
E quem mora em países com inverno rigoroso? Calma, nem todos sofrem do problema.
Alguns parecem ser mais sensitivos à falta de luz e ao stress, o que pode ser um degrau para o transtorno. A glândula cerebral pineal, que produz melatonina, controla o quão sonolento ficamos. Na escuridão nos faz sentir sono, e na luz matinal nos acorda.
Mas em alguns, essa glândula não parece funcionar bem, tornando as pessoas mais vulneráveis ao TAS.
Helen Hanson vive com transtorno afetivo sazonal há 20 anos. Ela experimentou uma misteriosa doença de inverno com 13 anos, e depois não teve problemas até os 40.
“Eu me mudei para uma casa escura e desenvolvi minha primeira depressão verdadeira. Foi uma experiência muito física. Eu tinha dores e ataques de pânico, e percebi que era um eco do episódio passado”.
Nos outros anos, ela experimentou sensações similares no mês de setembro. “Eu pensei que estava ficando louca, até que finalmente escutei um especialista falando sobre o TAS. Senti-me ótima de poder dar nome ao que sentia”.
Helen controla seu transtorno usando uma caixa de luz. Ela coloca perto de sua cama, em conjunto com uma lâmpada de simulação de luz solar, e programa para que ambas liguem de manhã.
Terapia de luz tem-se mostrado efetiva em 85% dos casos de TAS, afirma Bijlani. “Pessoas com o transtorno precisam de quatro horas de luz, dez vezes mais intensa do que a comum. É um tratamento muito simples, mas se usado regularmente no inverno pode acabar com as sensações terríveis”.
Helen sabe que ela precisa estar no topo de sua condição sempre, particularmente em novembro e dezembro. “Eu me forço a sair de manhã e andar pela beira do mar. Meu relógio biológico pode estar completamente errado e posso me sentir exausta, mas não posso deixar que isso me domine”, finaliza.

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