A BIODIVERSIDADE ESTÁ AMEAÇADA PELA AÇÃO IMPETUOSA DO HOMEM!

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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Novo planeta descoberto faz movimento de “estilingue” ao redor de sua estrela


Observatório W. M. Keck / Adam Makarenko© Novo planeta HR 5183 b faz movimento de Observatório W. M. Keck / Adam Makarenko Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) descobriram um novo planeta, três vezes maior que a massa de Júpiter, que viaja por um longo caminho oval em torno de sua estrela.




Se este planeta fosse colocado em nosso próprio sistema solar, ele se moveria de dentro de nosso cinturão de asteroides para além de Netuno. Outros planetas gigantes com órbitas  elípticas já foram encontrados ao redor de outras estrelas, mas nenhum deles estava localizado nos limites mais externos de seus sistemas estelares como o HR 5183 b.
Segundo Sarah Blunt, estudante de pós-graduação do Caltech e principal autora do estudo que descreveu o HR 5183 b, o novo planeta é diferente dos planetas do nosso sistema solar. “Mas, mais do que isso, é diferente de qualquer outro exoplaneta que descobrimos até agora”, diz Sarah. “Outros planetas detectados longe de suas estrelas tendem a ter excentricidades muito baixas, o que significa que suas órbitas são mais circulares. O fato de que este planeta tem uma excentricidade tão alta (órbita elíptica) mostra que se formou ou evoluiu de forma diferente em relação ao outros planetas”, afirma a pesquisadora.
O planeta foi descoberto usando o método de velocidade radial, um método de descoberta de exoplanetas que detecta planetas rastreando como suas estrelas oscilam seu brilho em resposta às mudanças gravitacionais causadas pelos planetas que giram ao redor delas.
No entanto, as análises desses dados geralmente requerem observações feitas durante todo o período orbital de um planeta. Para os planetas orbitando longe de suas estrelas, isso pode ser difícil: uma órbita completa pode levar dezenas ou mesmo centenas de anos.
O projeto California Planet Search, da Caltech, liderado pelo professor de astronomia Andew W. Howard, é um dos poucos grupos que observam as estrelas ao longo das décadas de duração necessárias para detectar exoplanetas de longo período usando a velocidade radial. Os dados necessários para a descoberta deste novo planeta foram fornecidos pelos dois observatórios usados ​​pela California Planet Search – o Observatório Lick, no norte da Califórnia, e o Observatório WM Keck, no Havaí – e pelo McDonald Observatory, no Texas.
Os astrônomos vêm observando a estrela do HR 5183 b desde a década de 1990, mas ainda não coletaram dados correspondentes a uma órbita completa do planeta porque ele circunda sua estrela aproximadamente a cada 45 a 100 anos. Mas a equipe conseguiu detectá-lo por causa de sua estranha órbita.
“Este planeta passa a maior parte do tempo vagando pela parte externa do sistema planetário de sua estrela nesta órbita altamente excêntrica, então começa a acelerar e faz um estilingue em torno de sua estrela”, explica Howard. “Nós detectamos esse movimento de estilingue. Nós vimos o planeta entrar e agora está saindo. Isso cria uma assinatura tão distinta que podemos ter certeza de que este é um planeta real, mesmo que não tenhamos visto uma órbita completa”, diz o astrônomo.
As novas descobertas mostram que é possível usar o método da velocidade radial para fazer detecções de outros planetas distantes sem esperar décadas. E a pesquisa de mais planetas como este poderia ajudar a entender o papel dos planetas gigantes na formação de seus sistemas solares.
Os planetas tomam forma a partir dos discos de material que sobram depois que as estrelas se formam. Isso significa que os planetas devem começar a se formar em órbitas planas e circulares. Para o planeta recém-detectado estar em uma órbita excêntrica, ele deve ter recebido um impulso gravitacional de algum outro objeto.
O cenário mais plausível, os pesquisadores propõem, é que o planeta já teve um vizinho de tamanho similar. Quando os dois planetas se aproximaram um do outro, um empurrou o outro para fora do sistema solar, forçando o HR 5183 b a entrar numa órbita altamente excêntrica.
“Copérnico nos ensinou que a Terra não é o centro do Sistema Solar e, à medida que expandíamos para a descoberta de outros sistemas solares de exoplanetas, esperávamos que fossem cópias de nosso próprio sistema solar”, diz Howard. Mas o planeta recém-descoberto é mais um exemplo de um sistema que não é a imagem do nosso sistema solar, mas tem características únicas ​​que tornam o nosso universo incrivelmente rico em sua diversidade.
A pesquisa foi publicada no “The Astronomical Journal”.
Veja um vídeo mostrando a órbita do HR 5183 b.
https://www.youtube.com/watch?v=aPeoF8EGO8Q&feature=youtu.be

fonte  https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/novo-planeta-descoberto-faz-movimento-de-%e2%80%9cestilingue%e2%80%9d-ao-redor-de-sua-estrela/ar-AAGvPBQ?li=AAggXC1&ocid=ACERDHP17

terça-feira, 16 de abril de 2019

Especialistas alertam: mínimo solar atual deve ser muito, muito longo

Especialistas alertam: mínimo solar atual deve ser muito, muito longo

Especialistas alertam: mínimo solar atual deve ser muito, muito longo

Entenda quais podem ser as consequências e se isso já aconteceu antes


Pra quem gosta de minimo solar, temos uma ótima notícia: este mínimo que enfrentamos agora pode durar anos! É exatamente isso que afirma uma previsão fita por um time internacional de especialistas, apresentada no Workshop Anual de Clima Espacial da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA).






De acordo com o estudo, o nadir - auge do mínimo solar atual - deve acontecer entre julho de 2019 e setembro de 2020. O próximo máximo solar, portanto, não deve chegar antes de 2023, podendo acontecer apenas em 2026.


Ciclo Solar 25 - previsão preliminar
Previsão preliminar do ciclo Solar 25.
Créditos: NOAA / NASA / ISES


Os especialistas preveem ainda que o ciclo solar 25 (atual) deve ser parecido com o ciclo solar 24, que foi marcado por um mínimo longo e um máximo de baixa intensidade.






ciclo solar de 11 anos é monitorado desde o século 19, e nem todos são iguais. Como exemplo, o ciclo solar 24 teve seu auge entre 2012-2014, e foi considerado bastante fraco. Na imagem abaixo podemos comparar o mínimo do ciclo solar 24 com o mínimo que estamos enfrentando agora. Tudo sugere que ainda não chegamos no extremo da baixa atividade solar:


ciclo solar 24 e ciclo solar 25 - comparação
Comparação do ciclo solar 24 e o ciclo solar 25 (até os dias atuais).
Créditos: NOAA / NASA / ISES



Mini Era do Gelo?

Por conta da baixa quantidade de manchas solares, surgiram especulações de um possível "Mínimo de Maunder" - um mínimo solar que durou cerca de 70 anos, entre 1645 e 1715. Nessa época, o Sol apresentou uma contagem ínfima de manchas solares, e as temperaturas em toda a Europa permaneceram abaixo da média. Esse evento ganhou também o apelido de "Mini Era do Gelo".


400 anos de observações de manchas solares
400 anos de observações de manchas solares (incluindo os mínimos de Maunder e de Dalton.
Créditos: NOAA / NASA / ISES


Mas não se engane: mesmo com poucas manchas solares, podemos ter surpresas! Prever que a atividade solar será baixa é como prever que uma "temporada de furacões" será fraca. Isso não significa que os poucos furacões que aparecerem serão brandos. Muitas vezes, um número menor pode até significar atividades mais intensas (quando elas ocorrem).





Ou seja: podemos ter poucas manchas e explosões solares, mas que podem ser bem fortes. Como exemplo, o ciclo solar 24 produziu fortes explosões de classe-X, e até mesmo GLEs (Ground Level Events), quando partículas carregadas atingem a superfície da Terra.






mínimo solar também enfraquece o campo magnético do Sol, e com isso, a entrada de radiação cósmica é intensificada. Ao penetrar a atmosfera da Terra, temos uma miríade de efeitos, como aumento da eletricidade da atmosfera superior e doses extras de radiação em voos.





A radiação UV proveniente do Sol também cai, e com isso a atmosfera terrestre encolhe e esfria, fazendo com que o arrasto responsável pela queda de lixo espacial diminua. Com isso, há um acúmulo do lixo espacial que permanece orbitando o nosso planeta por um período maior.






Este painel e previsão do ciclo solar atual é um trabalho conjunto entre NOAA, NASA, International Space Environment Services e de cientistas de todo o globo. Um painel mais refinado com previsões ainda mais detalhadas e precisas deve ser divulgado até o final de 2019. Fiquem ligados!

magens: (capa-NASA/ESA) / NOAA / NASA / ISES
16/04/19

FONTE   https://www.galeriadometeorito.com/2019/04/especialistas-alertam-minimo-solar.html#more

Os Principais Eventos Astronômicos de 2019

maiores eventos da astronomia de 2019
Conheça os eventos mais importantes da astronomia nesse ano de 2019 com essa superlista imperdível

2019 é um "prato cheio" pra quem ama observar o céu. Teremos cometas que podem se tornar visíveis a olho nu, Super Luas, chuvas de meteoros magníficas e até um Eclipse Lunar Total que será visível de todas as Américas.

São muitos eventos astronômicos que acontecerão no decorrer de 2019, mas aqui listamos os principais - aqueles que você não pode perder de jeito nenhum. Confira!


03 de janeiro - Chuva de meteoros Quadrantidas
Essa é uma das maiores chuvas de meteoros do ano, mas favorece o hemisfério norte.

06 de janeiro - Eclipse Solar Parcial
O ano já começa com um eclipse solar que cobrirá 71% do disco solar, mas só poderá ser visto em parte da Ásia e do Pacífico

20 / 21 de janeiro - Eclipse Lunar Total
Eclipse Lunar Total no Brasil
Esse sim promete ser um espetáculo - talvez o evento astronômico mais observado do ano de 2019. Um Eclipse Solar Total + Super Lua acontecerá no mesmo dia. A famosa "Lua de Sangue" poderá ser vista de todas as Américas, e claro, isso inclui TODO O BRASIL!

11 de fevereiro - perigeu do cometa C/2018 Y1 Iwamoto
Com sorte, esse cometa recém descoberto poderá se tornar visível a olho. Cruzem os dedos.

19 de fevereiro - Super Lua
Quando a Lua Cheia acontece no mesmo dia da máxima aproximação da Lua com a Terra (perigeu),o nosso satélite natural fica até 14% maior e 30% mais brilhante.

21 / 22 de abril - Chuva de Meteoros Liridas
Produzindo cerca de 15 meteoros por hora durante o pico, essa chuva de meteoros poderá ser vista de todo o globo. Em alguns anos, ela pode chegar a produzir até 100 meteoros por hora.

05 de maio - Chuva de meteoros Eta-Aquaridas
05 de maio - Chuva de meteoros Eta-Aquaridas
Com uma taxa de aproximadamente 50 meteoros por hora, essa chuva poderá ser vista do mundo inteiro.

10 de junho - Oposição de Júpiter
Essa é a melhor data para observar o maior planeta do Sistema Solar, que permanecerá visível durante toda a noite nos céus de todo o globo.
18 de junho - Conjunção Mercúrio e Marte
Esses dois planetas estarão aparentemente bem coladinhos no céu noturno - não há como não notar esse encontro celeste imperdível.

02 de julho - Eclipse Solar Total
02 de julho - Eclipse Solar Total
Este será o único Eclipse Solar Total do ano, e poderá ser visto na América do Sul, passando sobre os Andes, pela Argentina e por alguns dos maiores observatórios do mundo localizados Chile, Infelizmente não poderá ser visto do Brasil.

9 de julho - Oposição de Saturno
Essa é a melhor época para observar o Senhor dos Anéis do Sistema Solar, que estará visível durante toda a noite no céu noturno.

14 de julho - Oposição de Plutão
Se você possui um telescópio à disposição, aproveite para encontrar Plutão nessa data.

16 de julho - Eclipse Lunar Parcial
16 de julho - Eclipse Lunar Parcial
Este Eclipse fará com que 65% do disco lunar seja escurecido pela sombra da Terra. Poderá ser visto da África, Europa, parte da Ásia e da Austrália.

28 / 29 de julho - Chuva de meteoros Delta Aquaridas Austrais
Essa chuva favorece o hemisfério sul, produzindo uma média de 15 meteoros por hora.



12 / 13 de agosto - Chuva de meteoros Perseidas
Uma das maiores chuvas de meteoros do ano, a Perseidas pode ser vista de todo o globo, e prouz uma média de 80 meteoros a cada hora.

31 de agosto - periélio do cometa 322P/SOHO
31 de agosto - periélio do cometa 322P/SOHO
Este é o primeiro cometa periódico descoberto pelo observatório solar SOHO, e quem sabe, poderá se tornar visível a olho nu nessa época.

21 de outubro - Chuva de meteoros Orionidas
Nesse dia acontece o pico de uma das chuvas mais fáceis de serem observadas, já que seus meteoros surgem bem ao lado das famosas "Três Marias", produzindo uma média de 20 meteoros por hora.
28 de outubro - Oposição de Urano
A melhor época para observar o penúltimo planeta do Sistema Solar.



10 de setembro - Oposição de Netuno
O planeta mais distante do Sistema Solar estará presente nos céus durante toda a noite nessa época do ano.

11 de novembro - Trânsito de Mercúrio no disco solar
11 de novembro - Trânsito de Mercúrio no disco solar
Este é um evento raríssimo: Mercúrio passará na frente do disco solar em um evento que terá duração de 5 horas e 29 minutos. O trânsito de Mercúrio em 2019 poderá ser visto da África, Europa, Oriente Médio e também das Américas. Este será um dos 14 trânsitos de Mercúrio do século 21, então você não pode perder por nada! É claro: nunca olhe para o Sol sem uma proteção adequada.

17 de novembro - Chuva de Meteoros Leonidas
Uma das maiores do ano, a chuva de meteoros Leônidas costuma produzir até cerca de 100 meteoros a cada hora, que podem ser vistos do mundo inteiro.



13 / 14 de dezembro - Chuva de Meteoros Geminidas
Cerca de 80 meteoros estarão riscando os céus a cada hora, nessa grande chuva de meteoros que costuma fechar o ano com chave de ouro.

21 de dezembro - Periélio do cometa 289P/Blanpain
Com sorte este cometa poderá se tornar visível a olho nu no fim do ano!

26 de dezembro - Eclipse Solar Anular
26 de dezembro - Eclipse Solar Anular
Esse tipo de Eclipse faz com que a parte mais externa do Sol continue visível, dando uma aparência de "Anel de Fogo" fantástica! O ápice do eclipse solar anular terá duração de 3 minutos e 40 segundos, podendo ser visto do sudeste da Ásia.



Apesar de termos feito uma grande pesquisa, sempre tem a chance de algum evento astronômico ter passado despercebido. Se você se lembrou de algum, não se esqueça de deixar aqui nos comentários, assim a gente enriquece ainda mais essa super lista dos principais eventos da Astronomia para o ano de 2019.
E vale lembrar: estes são os principais eventos astronômicos já conhecidos para 2019. Provavelmente surgirão novidades, como por exemplo a máxima aproximação de um asteroide ou de um cometa ainda não conhecido. Então fiquem ligados nas transmissões ao vivo que sempre fazemos em nosso canal no YouTube.

Bons céus e excelentes observações a todos!
Imagens: (capa-ilustração/Galeria do Meteorito) / Wikimedia Commons / Alasdair MacLeod / Mirrorpix / Aubrey Gemignani / NASA / SockPuppetForTomruen / English Wikipedia / JPL / SBDB / NASA / divulgação
04/01/19

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